ETERNA COSMOGÊNESE (PARTE 1)

Escrevi esse poema ainda adolescente,
inspirado por Teosofia (Blavatski), Gnose (Samael Aum Weor),
Shine on you crazy diamond (Pink Floyd), Ilíada (Homero)
e o álbum Kings of metal do Manowar.
PRINCÍPIO DO DESEQUILÍBRIO
Como o confronto do ódio com o amor num beligerante coração,
é a intensidade da força central do universo,
quando as energias se desequilibram
num espaço desconexo,
num instante incriado de inexistente concentração,
principia-se contra o nada uma terrível rebelião,
da luz e da treva impossivelmente se fundindo na repulsão
como dois exércitos instigados pela fúria e a destruição,
a criar os mundos induzidos por algum Deus Pagão.
A CRIAÇÃO DA DESTRUIÇÃO
As parcelas de unidade da existência,
revolucionando-se pelo equilíbrio em ausência,
opondo-se como duas hordas de guerreiros,
criam a matéria com o fundir das partículas,
no labor dos divinos pedreiros,
cosmocratores universais servidores do Grande Arquiteto,
que afronta todo o universo com o rebentar deste feto,
fecundado no ventre do nada,
com a fúria de um estupro no calor da batalha encarniçada.
CONTINUA ABAIXO
Escrito por FRATERAREZ às 22h53
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